segunda-feira, 19 de março de 2012

Onze


"De noite perto
de dia longe
Tão quanto reto
sempre distante

As vezes calo
foi só estalo
Em vez de seu
O riso é meu

Ao léu da lua
o mar se acalma
Na estante sua
roupa espalma

Não sendo só,
estando em paz
Seu laço é nó
que não desfaz

Sua boca perto
dizendo não
De olho aberto
eu fico são

Mas quando fecho
sua voz tão doce
Me guia a perto
tão quanto fosse

Já não me perco
no labirinto
de um desejo
quando menino

Mas hoje grande
não sei se posso
Ser tão gigante
quanto me esforço

Eu hoje espero
aquele beijo
que não me deu
mandou ao vento

Ele entregou
com um sorriso
Dizendo calma
fez paraíso

Então no fim
eu te espero
Dizendo sim
não tem mistério."

Souza Neto


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