sábado, 17 de março de 2012

Um peso na bagagem



De tudo que trouxe na bagagem,
o que mais pesava era a saudade.

Pela janela a vida passava.
Para atrás ficava,
deixada por um beijo e lágrimas nos olhos,
as pessoas que de certo modo,
levava consigo no peito.

As amizades que outrora havia prometido se eternizar.
Hoje, atravessam a rua e não fazem questão de se falar.
O que vive e sobrevive.
Desafia o tempo e a distância.
O amor que sente, por si só se expressa,
quando juntos no reencontro,
parece que nem partido, um dia teria.

Os olhos o mesmo, o sorriso igual.
De certa forma, os anos passados longe 
se perderam na memória.
Na linha do tempo, o tempo distante, deixou de existir.
Para unir o dia da partida ao dia da chegada.

E na pesada bagagem, a saudade abriu espaço,
para as novidades a se contar.


Souza Neto


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